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Commodities agrícolas: soja e milho em 2026 — perspectivas e preços

Soja e milho dominam as projeções do agronegócio em 2026. Entenda os fatores que pressionam os preços e as oportunidades para produtores brasileiros.

Por Redação Estrato
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O agronegócio brasileiro entra em 2026 com expectativas divididas: safra recorde de grãos projetada pelo USDA e CONAB, mas preços de soja e milho ainda pressionados por excesso de oferta global e câmbio desfavorável ao produtor. O cenário exige atenção redobrada de investidores e produtores que precisam tomar decisões estratégicas de comercialização.

Soja: oferta global pressiona cotações

A soja brasileira segue como principal commodity de exportação do país, responsável por mais de 30% da receita do agronegócio. Em 2026, a produção nacional deve superar 165 milhões de toneladas, número que, combinado com a safra recorde da Argentina em recuperação, cria um ambiente de oferta abundante nos mercados internacionais.

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos de soja para entrega no segundo semestre de 2026 oscilam entre US$ 9,80 e US$ 10,50 por bushel — patamares abaixo da média histórica dos últimos três anos. Para o produtor brasileiro, o dólar a R$ 5,70 oferece algum alívio na conversão, mas os custos de produção, principalmente fertilizantes e defensivos, continuam elevados.

Analistas do setor recomendam que produtores diversifiquem a estratégia de venda, combinando contratos futuros, opções e vendas no mercado físico. A volatilidade cambial é um fator crítico que pode ampliar ou reduzir margens de forma significativa ao longo do ano.

O Brasil consolidou sua posição como maior exportador global de soja, respondendo por 55% das exportações mundiais da oleaginosa em 2025 — e 2026 promete manter ou ampliar esse protagonismo.

Milho: demanda interna sustenta preços

O milho apresenta dinâmica diferente da soja em 2026. Enquanto a oferta global segue folgada, a demanda interna brasileira — puxada pelo crescimento da avicultura, suinocultura e produção de etanol de milho — fornece suporte importante às cotações domésticas. O preço na praça de Campinas oscila entre R$ 68 e R$ 75 por saca de 60 kg, refletindo equilíbrio mais favorável ao produtor.

A segunda safra (safrinha) de milho, plantada entre janeiro e fevereiro, responde por cerca de 75% da produção nacional. As condições climáticas no Centro-Oeste serão determinantes para o resultado final da temporada. A expectativa é de uma safrinha normal, sem os excessos de seca ou chuva que prejudicaram safras anteriores.

Para produtores e investidores, o acompanhamento semanal das estimativas do USDA e dos relatórios de clima do INMET é fundamental para ajustar estratégias de hedge e comercialização. A conexão entre milho, proteína animal e biocombustíveis garante que essa commodity mantenha relevância crescente na pauta do agronegócio nacional.


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Redação Estrato

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