credito privado

Negócios

Crédito Privado: Pouco Retorno para Risco Alto, Alerta Especialista

Alfredo Menezes da Armor Capital alerta sobre o crédito privado. Os spreads apertados não compensam o risco atual, exigindo foco em juros reais para executivos. Saiba o que fazer.

Por Seu Dinheiro
Negócios··3 min de leitura
CompartilharWhatsAppTwitter/XLinkedIn
Crédito Privado: Pouco Retorno para Risco Alto, Alerta Especialista - Negócios | Estrato

Crédito Privado: Risco Alto, Retorno Baixo no Cenário Atual

Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, fez um alerta importante ao mercado. Ele afirma que o crédito privado hoje oferece um retorno muito baixo para o risco envolvido. Isso exige uma revisão estratégica para investidores.

Menezes defende que os spreads atuais estão “apertados demais”. Eles não compensam o risco de calote, que sempre existe. Esta visão desafia a forma como muitos executivos veem suas alocações de capital hoje.

Contexto: Por que o Crédito Privado Perdeu o Brilho?

O mercado de crédito privado no Brasil passou por mudanças significativas. Em momentos de juros altos, como agora, o retorno de investimentos mais seguros cresce. Isso puxa o valor esperado do crédito privado para cima também.

No entanto, os spreads – a diferença entre o rendimento do crédito privado e um título sem risco – não acompanharam essa alta. Eles se mantiveram comprimidos. Isso cria um desequilíbrio perigoso para o investidor.

Spreads Apertados: O Calcanar de Aquiles

Para entender, imagine que você empresta dinheiro para uma empresa. Você espera receber um prêmio por este risco. Este prêmio é parte do spread.

Hoje, este prêmio não está suficiente. A avaliação de risco de calote não está precificada adequadamente. Então, o investidor assume um risco maior sem a recompensa justa. Isso desfavorece o crédito privado frente a outras opções.

A alta da Selic, que subiu de 2% para 13,75% em ciclos recentes, por exemplo, impactou os ativos. Mas os prêmios de risco do crédito privado não acompanharam essa elevação na mesma medida. Isso é o que Menezes observa no mercado.

Muitas empresas buscaram financiamento com taxas mais atraentes no passado. Agora, com o custo do capital mais caro, renegociações e riscos de inadimplência aumentam. Isso deveria ser refletido nos spreads, mas não tem sido.

Impacto: O Que Isso Muda Para o Seu Dinheiro?

Para o executivo que gerencia capital, a mensagem é clara. É preciso repensar as alocações em crédito privado. Manter uma posição sem o devido prêmio de risco é uma decisão custosa.

O capital investido ali poderia gerar mais retorno em outro lugar. Esta é a essência do custo de oportunidade. Não se trata de abandonar o crédito privado. É sobre ser seletivo e muito cauteloso.

Foco em Juros Reais: Onde Está a Oportunidade?

Menezes sugere um foco em juros reais. Isso significa investimentos que rendem acima da inflação. Eles protegem o poder de compra do seu capital. Em um cenário de incertezas econômicas, isso é crucial.

Ele até critica algumas opções tradicionais. O Tesouro IPCA+ e os prefixados, por exemplo, podem não ser as melhores escolhas. Isso ocorre por conta de expectativas de inflação e riscos de marcação a mercado.

Um título prefixado pode parecer bom hoje. Mas, se a inflação ou a Selic subirem mais, seu retorno real diminui. O Tesouro IPCA+ protege da inflação, mas sua parte prefixada ainda tem risco de mercado.


Leia também

Gostou? Compartilhe:

CompartilharWhatsAppTwitter/XLinkedIn

Seu Dinheiro

Cobertura de Negócios

estrato.com.br

← Mais em Negócios