O terceiro trimestre de 2023 trouxe surpresas e confirmações no universo dos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs). Investidores atentos buscaram entender quais ativos entregaram a melhor performance. Analisamos os dados para revelar os grandes destaques e o que esses resultados significam para o futuro.
Desempenho Brilhante: Os Campeões do Trimestre
Os FIIs de logística e recebíveis (CRIs) se destacaram novamente. O fundo XPLG11, por exemplo, apresentou um retorno total de 12,5% no período, impulsionado pela demanda robusta em centros de distribuição. Já o IRDM11, focado em títulos de crédito imobiliário, surpreendeu com 11,2%, beneficiado pela alta da taxa Selic, que valorizou seus ativos indexados ao CDI.
Outro nome que chamou a atenção foi o HGLG11, também do setor de logística, com 10,8% de retorno. A qualidade dos imóveis e a diversificação de inquilinos contribuíram para sua resiliência. No segmento de shoppings, o XPML11 mostrou força com 9,5%, refletindo a recuperação do consumo e a gestão ativa dos ativos.
Por Que Eles Se Destacaram?
A rentabilidade desses fundos não é por acaso. Fatores como a qualidade dos imóveis, a solidez dos contratos de locação e a expertise da gestão são cruciais. No caso dos FIIs de recebíveis, a estratégia de alocação em títulos com boa rentabilidade atrelada à taxa de juros foi fundamental. A diversificação geográfica e setorial também minimiza riscos.
A demanda por galpões logísticos continua alta, sustentada pelo crescimento do e-commerce. Isso garante ocupação e bons contratos de aluguel para fundos como XPLG11 e HGLG11. Já os FIIs de recebíveis se beneficiam de um cenário de juros elevados, que aumenta a atratividade dos CRIs que compõem suas carteiras.
O Que Esperar para o Próximo Trimestre?
A perspectiva para os FIIs segue positiva, mas com cautela. A taxa Selic em patamares elevados ainda favorece os fundos de recebíveis. No entanto, a expectativa de queda dos juros pode beneficiar fundos de tijolo, especialmente os de lajes corporativas e shoppings, que tendem a se valorizar com a melhora do cenário econômico. Monitorar a vacância e a inadimplência continua sendo essencial.
A escolha de um FII deve ir além da rentabilidade passada. É preciso analisar a qualidade dos ativos, a gestão, a estratégia e o momento econômico. Fundos bem diversificados e com gestão ativa tendem a apresentar melhores resultados no longo prazo, mesmo em trimestres com desempenho mais modesto.