A temporada do Imposto de Renda 2026 começou e milhões de brasileiros precisam enviar sua declaração até o prazo final estabelecido pela Receita Federal. Fazer a declaração corretamente, sem omissões ou erros, é fundamental para evitar a malha fina e, muitas vezes, garantir a restituição de valores pagos a mais durante o ano. Este guia apresenta o passo a passo completo para declarar sem complicações.
Antes de começar: reúna os documentos
A primeira etapa, e talvez a mais importante, é reunir todos os documentos necessários antes de abrir o programa da Receita Federal. A principal fonte de informações são os informes de rendimentos, que empregadores, bancos, corretoras, planos de saúde e outros pagadores têm obrigação legal de enviar até o final de fevereiro de cada ano. Verifique se recebeu todos os informes antes de iniciar a declaração.
Além dos informes de rendimentos, separe os comprovantes de deduções legais: notas fiscais de consultas médicas, odontológicas e hospitalares; recibos de mensalidade escolar (educação infantil, fundamental, médio e superior); comprovantes de contribuição para previdência privada (PGBL); e documentação de dependentes, como certidão de nascimento de filhos. Tudo o que for declarado como dedução deve ter comprovante em caso de questionamento da Receita.
Para quem tem bens imóveis, verifique os valores declarados no ano anterior e separe documentos de eventuais compras, vendas ou benfeitorias realizadas em 2025. Contribuintes que realizaram operações na bolsa de valores devem ter em mãos os relatórios de operações e o demonstrativo de imposto retido fornecido pela corretora.
Uma dica valiosa: use a funcionalidade de importação da declaração do ano anterior como ponto de partida. Isso economiza tempo e reduz o risco de esquecer bens ou rendimentos recorrentes — basta atualizar os valores e adicionar as novidades de 2025.
Preenchendo a declaração: campo a campo
Após instalar o programa IRPF 2026 ou acessar a versão online no portal e-CAC da Receita Federal, a primeira decisão é escolher entre a declaração simplificada e a declaração completa. A simplificada oferece desconto padrão de 20% sobre os rendimentos tributáveis, limitado a R$ 16.754,34. A completa permite deduzir os gastos reais com saúde, educação e dependentes — e costuma ser mais vantajosa para famílias com despesas médicas elevadas.
O próprio programa compara as duas modalidades automaticamente e indica qual resulta em maior restituição ou menor imposto a pagar. Preencha primeiro todos os rendimentos e deduções na declaração completa e depois verifique a comparação que o sistema apresenta. Escolha a opção mais favorável antes de transmitir.
Na aba de bens e direitos, declare todos os ativos com o valor histórico de aquisição — imóveis, veículos, aplicações financeiras, participações em empresas e outros patrimônios. O valor dos bens não deve ser atualizado pela valorização de mercado, mas sim pelo custo de aquisição original, exceto em situações específicas como reforma e benfeitorias documentadas. Após preencher todos os campos, utilize o botão de verificação do programa para identificar possíveis inconsistências antes de transmitir.