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Reforma Tributária: O Plenário Decidiu. E Agora?

Após votações cruciais no Congresso, a reforma tributária avança. Entenda os próximos passos e o impacto para empresas e cidadãos.

Por Redação Estrato
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O Brasil está em contagem regressiva para uma nova era fiscal. A reforma tributária, após anos de debates e articulações, deu passos decisivos no Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal realizaram votações cruciais, aproximando o país de um sistema tributário mais simples e eficiente. Entender o que foi decidido e quais os próximos passos é fundamental para executivos e o mercado.

Aprovada a PEC 45/2019

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/2019, que unifica impostos sobre o consumo, passou por suas últimas grandes batalhas legislativas. O texto principal foca na criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Dual, com a União, estados e municípios compartilhando a arrecadação. A ideia é substituir o ICMS (estadual), ISS (municipal), IPI (federal), PIS e Cofins (federais) por dois tributos principais: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), estadual e municipal.

Principais Mudanças e Impactos

A grande promessa é a simplificação. A confusão de regras, alíquotas e legislações que hoje infernizam o dia a dia das empresas deve diminuir. A expectativa é de redução da carga tributária para o consumidor final e maior segurança jurídica. O cronograma de transição é longo: a partir de 2026, com início da CBS e IBS, e extinção gradual dos tributos atuais até 2032. Alíquotas de referência serão definidas em 2025. Setores como o de serviços e o financeiro terão regras específicas, ainda em debate.

O que Falta para a Reforma Virar Lei?

A PEC aprovada agora precisa de promulgação. Depois, o Congresso ainda terá que votar leis complementares para detalhar o funcionamento do IVA Dual, como a definição das alíquotas, a criação de fundos de desenvolvimento regional e o regime de cashback para famílias de baixa renda. Essas leis complementares são essenciais e demandarão novas discussões e votações.

O Papel do Senado e a Condução Política

O Senado Federal teve um papel crucial na articulação e aprovação final da matéria. Senadores trabalharam para pacificar divergências entre os entes federativos e garantir um texto que pudesse avançar. A habilidade política foi essencial para superar resistências de setores que temiam perdas de arrecadação ou aumento de impostos sobre determinados produtos e serviços. O foco agora é na regulamentação.

A Perspectiva para o Empresariado

Para o empresariado, a reforma representa um divisor de águas. Embora a transição seja longa e complexa, a perspectiva de um sistema tributário mais transparente e menos burocrático é animadora. A atenção se volta agora para as leis complementares, que definirão os detalhes da alíquota padrão, alíquotas reduzidas para bens e serviços específicos (como saúde e educação) e o comportamento de setores sensíveis. A gestão fiscal e o planejamento tributário precisarão ser constantemente atualizados.

A reforma tributária caminha a passos largos. As votações no Congresso foram históricas. O desafio agora é a regulamentação detalhada, que definirá o real alcance das mudanças. Fique atento às próximas etapas.


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Perguntas frequentes

Qual o principal objetivo da reforma tributária?

Simplificar o sistema tributário brasileiro, unificando impostos sobre consumo e criando um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Dual.

Quando a reforma entrará em vigor?

A transição começa em 2026, com a implementação da CBS e do IBS, e a extinção dos tributos atuais se estende até 2032.

Quais os próximos passos após as votações no Congresso?

A PEC precisa ser promulgada. Em seguida, o Congresso votará leis complementares para detalhar o funcionamento do IVA, alíquotas e regimes específicos.

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